{Resenha} - A Sociedade do S - Susan Hubbard

Autora: Susan Hubbard
Editora: Novo Século
Ano: 2010
Número de Páginas: 279

A Sociedade do S é uma intrigante história de suspense, envolvendo misteriosos assassinatos, vampiros com o dom da invisibilidade, pesquisa genética, além de causas ambientais e dramas familiares. E neste cenário conturbado, Ariella Montero fará de tudo para descobrir o que aconteceu com sua mãe, que desapareceu logo após seu nascimento; as verdades obscuras de sua vida e qual seu verdadeiro lugar no mundo.






Sério, eu não tinha percebido quantos livros de vampiros eu já li até hoje. Vou tentar fazer com que essa seja a última resenha de um livro com essa raça porque sei que nem todo mundo gosta dela.

Hoje falarei de um livro bem legal, que me chamou a atenção por causa do nome: A Sociedade do S. Sim, há vampiros nessa história. Não, não é uma história vampiresca normal. Afinal, aposto que você nunca viu uma menina meia-vampira superprotegida pelo pai, que é um vampiro que desenvolve pesquisas genéticas no porão de sua casa.

Ariella Montero vive uma vida monótona e mimada. Nunca sai de casa, estuda em casa e não tem amigos. Porém, o pai, um homem elegante e tão misterioso quanto inteligente, dá a filha tudo o que ela quer, menos o que ela mais deseja: sua mãe.

Dividido em três partes, o livro conta a história de uma menina que quer, mais do que nunca, descobrir a verdade sobre o desaparecimento da mãe, que fugiu/foi embora/foi sequestrada/sumiu logo depois do seu nascimento, assim como de uma noite estranha na qual ocorreu uma súbita explosão em sua casa, e da qual ela quase não se lembra.

Tenho outras centenas de perguntas. Mas eu balanço a cabeça, concordando, não faço objeção. Nesta noite ele me contou mais do que jamais contou antes sobre minha mãe, que eu nunca conheci, e mais ainda sobre si mesmo.
Com exceção de uma coisa - a verdade que ele não quer contar, aquela que passei anos tentando entender. A verdade sobre quem nós realmente somos.

A autora conseguiu estruturar bem os personagens, o que é sempre bom, mesmo aqueles que aparecem brevemente. A personagem principal, Ariella, é uma menina doce e simpática e, apesar das privações da infância, é uma boa pessoa. Uma coisa da personalidade de Ariella que a torna ainda mais interessante é a sua sinestesia, que é, basicamente, sua capacidade de misturar os sentidos. É legal ver como ela dá cores aos dias da semana a às palavras que as pessoas dizem.

A vida da garota muda quando conhece a família da empregada de sua casa (sim, ela precisa da ajuda dela pra arrumar amigos) e é lá que conhece sua primeira melhor amiga, e é com ela que ela começa a dividir seus primeiros transtornos e dúvidas sobre seu pai e suas atividades no porão da sua casa, bem como de alguns empregados que trabalham para ela.

A boa personalidade da menina não a impede de se rebelar a fugir de casa, à procura de algo ou alguém que nem mesmo ela sabe o que é.

Eu não estava fugindo, disse a mim mesma. Estava indo à procura de alguma coisa.

A partir daí, Ariella começa a descobrir coisas que não imaginava, tanto do mundo em que ela vive, quanto da família misteriosa a qual pertence, e dela mesma. A garota se envolve em perigos, faz amigos e experimenta sensações que nunca tinha vivenciado. Sempre à procura de respostas.

Outras vezes, eu questionava o valor da educação. De que adiantava saber História, Literatura, Ciências ou Filosofia? Todo esse conhecimento não me impediu de matar, e não estava me servindo agora em nenhum sentido prático. Eu havia sobrevivido; isso era tudo que importava.
Só um pequeno detalhe me incomodou na história toda: Ariella parecia saber muito do mundo, para uma garota que raramente saía de casa. Se ela aprendeu tudo estudando com o pai, a autora não deixou explícito.

Mas se você não gosta de vampiros, faça como você pode fazer com Os Sete: leia para apreciar o enredo, que é super bem-desenvolvido, e para acompanhar o desenvolvimento dos personagens. É agradável o modo que podemos acompanhar o crescimento e amadurecimento de uma menina que antes era mantida em casa o tempo todo pelo pai, e isso prende o leitor mais do que os detalhes vampíricos da história.

A Sociedade do S é o primeiro livro de uma trilogia chamada Ethical Vampire Novel, e é uma boa leitura, rápida e agradável até mesmo aos mais exigentes.

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Ideval Junior

Capricorniano. Blgoueiro nos tempos livres. Adimirado pela sua Estante. 18 anos.

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